quinta-feira, 17 de maio de 2012

O QUE É VARIZES E COMO TRATAR


                VARIZES 
                                                                                                     


As varizes se constituem num dos problemas mais antigos do ser humano.
O sangue é bombeado pelo coração para dentro das artérias que, por sua vez, levam este sangue para todas as partes de nosso corpo. Todas as células de nosso organismo são nutridas por este sangue.
Já as veias têm como função drenar o sangue de volta para o coração. Este caminho que o sangue percorre desde a sua saída do coração pelas artérias até o seu retorno pelas veias para o coração recebe o nome de CIRCULAÇÃO.

Andar sobre as duas pernas criou um sério problema para a circulação: o coração fica bem distante dos pés e das pernas. O sangue desce muito facilmente do coração até as pernas e os pés, através das artérias. Mas precisa desenvolver esforço muito grande para voltar dos pés e pernas até o coração. E este esforço é desenvolvido contra a força da gravidade. Esta tarefa de retorno venoso é executada pela veias. Por isto a natureza lança mão de alguns mecanismos para facilitar o retorno do sangue das pernas até o coração:
 As artérias levam o sangue do coração para as extremidades, e as veias têm a função de levar o sangue de volta ao coração, impulsionado, principalmente pela bomba muscular das panturrilhas. Dentro das veias existem pequenas válvulas que impedem o retorno venoso para as extremidades. Quando as válvulas não se fecham adequadamente, acontece esse retorno, a que se denomina refluxo. Quando acontece o refluxo, aumenta a quantidade de sangue dentro das veias, o que faz com que elas se dilatem.
Um dos principais fatores para o desenvolvimento das varizes é o hereditário ou familiar. O fator genético ocasiona uma diminuição da resistência das paredes das veias e insuficiência valvular.




                                                                




Outro fator importante é o hormonal. Durante as gestações, há uma maior liberação de hormônios, o que pode ocasionar diminuição do tônus da parede venosa. No final da gestação, a compressão do útero grávido sobre veias do abdômen também pode desencadear varizes. Existem estudos comprovando a relação entre o número de gestações e o aparecimento de varizes. O uso prolongado de anticoncepcionais e outros tratamentos hormonais também são fatores agravantes.

                                                                Varizes na gravidez como evitar                                                     


Válvulas venosas – a natureza municiou as veias dos membros inferiores com estruturas muito delicadas, porém resistentes, chamadas de válvulas venosas. Estas válvulas servem para direcionar o sangue para cima. E este trabalho tem que ser feito permanentemente, por anos e anos. Na pessoa normal a válvula se abre para o sangue passar e se fecha para não permitir que o sangue retorne. Esta atividade se torna mais fácil quando estamos deitados ou com as pernas elevadas. Em algumas pessoas, com o passar do tempo, vários fatores podem determinar ou provocar um mau funcionamento destas válvulas. Com a idade, ou devido a fatores hereditários, as veias podem perder a sua elasticidade. Essas veias começam a apresentar dilatação e as válvulas não se fecham mais de forma eficiente. A partir daí o sangue passa a refluir e ficar parado dentro das veias. Isto provoca mais dilatação e mais refluxo. Esta dilatação anormal das veias leva à formação das varizes.
                                                                          
Algumas pessoas têm veias mais fracas e menos resistentes a este trabalho contínuo de promover o retorno venoso. Esta característica tem um importante componente hereditário. Por esta razão existem muitas pessoas com varizes dentro de uma mesma família
• A bomba plantar – cada vez que pisamos o sangue acumulado nos pés é bombeado para cima. Por isto é tão importante caminhar.
• A bomba muscular da panturrilha – a contração dos músculos da batata da perna também serve de bomba para o retorno venoso. Mais uma vez se confirma a importância de andar.

É preciso que estes mecanismos que ajudam no retorno venoso funcionem perfeitamente; o mau funcionamento das válvulas venosas está entre as principais causas para a formação das varizes.


VARIZES E MICROVARIZES
                                                                                                                 
O que é?


varizes, ou veias varicosas, são veias dilatadas, com volume aumentado, tornando-se tortuosas e alongadas com o decorrer do tempo.
Microvarizes, ou telangiectasias, são varizes intradérmicas, superficiais e, por esse motivo, adquirem uma coloração mais avermelhada ou arroxeada.
São mais comuns em mulheres do que em homens.
Como se desenvolve?
                                                                                


As artérias levam o sangue do coração para as extremidades, e as veias têm a função de levar o sangue de volta ao coração, impulsionado, principalmente pela bomba muscular das panturrilhas. Dentro das veias existem pequenas válvulas que impedem o retorno venoso para as extremidades. Quando as válvulas não se fecham adequadamente, acontece esse retorno, a que se denomina refluxo. Quando acontece o refluxo, aumenta a quantidade de sangue dentro das veias, o que faz com que elas se dilatem.
Um dos principais fatores para o desenvolvimento das varizes é o hereditário ou familiar. O fator genético ocasiona uma diminuição da resistência das paredes das veias e insuficiência valvular.
Outro fator importante é o hormonal. Durante as gestações, há uma maior liberação de hormônios, o que pode ocasionar diminuição do tônus da parede venosa. No final da gestação, a compressão do útero grávido sobre veias do abdômen também pode desencadear varizes. Existem estudos comprovando a relação entre o número de gestações e o aparecimento de varizes. O uso prolongado de anticoncepcionais e outros tratamentos hormonais também são fatores agravantes.
A obesidade e o tipo de trabalho (pessoas que trabalham muitas horas em pé) favorecem o 


desenvolvimento de varizes.
                                                                                   
O que se sente?

Dor, cansaço e sensação de peso nas pernas são os sintomas mais freqüentes, mas podem ocorrer também, ardência, edema (inchaço), câimbras ,e dormência e áreas de pele inflamada com prurido (coceira)... São mais acentuados no final do dia, em dias de temperatura elevada.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito, basicamente, pelo exame físico.
O exame utilizado para avaliação de refluxo venoso, e como auxiliar do tratamento cirúrgico, é o Ecodoppler venoso (ecografia que avalia o fluxo venoso superficial e profundo).
Como se trata?
O tratamento das varizes pode ser conservador, em alguns casos, e consiste no uso de meias elásticas e utilização de medicamentos que melhoram o fluxo venoso. Entretanto, a cirurgia de varizes, sem dúvida, é sempre o tratamento ideal para se evitar as complicações próprias da evolução da doença, tais como, edema (inchaço), dermatites, pigmentações e endurecimento da pele, úlceras varicosas e tromboflebites (inflamação da parede da veia com formação de coágulo).
A cirurgia de varizes geralmente é feita sem internação hospitalar e tem um ótimo resultado estético e a cirurgia com laser é outro método que pode ser utilizado
O tratamento mais utilizado para microvarizes, ou telangiectasias, é a escleroterapia, através de injeções de medicamentos. A escleroterapia com espuma é outra opção mas ainda necessita estudos mais aprofundados.
                                                                                                          


Outra opção é a utilização do Laser. Todavia, o método tem limitações por ser dispendioso, devido ao alto custo dos aparelhos, e porque pode ocasionar manchas hipocrômicas (brancas) na pele.


                                                                        








Os homens também podem ter varizes?


                                                                                 
Sim. Tal como as mulheres, homens também desenvolvem varizes,
doença que se caracteriza pela dilatação das veias localizadas
nas pernas.

A origem das varizes pode tanto ser hereditária como adquirida por excesso
de peso, falta de exercícios, permanecer muito tempo na mesma posição,
sentado ou em pé.

Os homens têm a vantagem de poder esconder as varizes sob os pelos
das pernas, mas as dores, a preocupação e o temor de complicações são
motivos para iniciar o tratamento o mais breve possível.

Os homens podem desenvolver todos os tipo de varizes, das mais finas,
às varizes reticulares e tronculares ,sendo esta última, a mais comum no
sexo masculino. O tratamento varia de acordo com a gravidade das veias
dilatadas.


                                                                                   


Há pessoas que apresentam apenas dor, cansaço ou inchaço; outras têm
complicações, como inflamações, feridas, flebites (coagulação do sangue
no interior da veia) e até hemorragias.
 Existe uma classificação científica das varizes, chamada de CEAP, que é utilizada no mundo inteiro para as pesquisas científicas. Mas esta classificação é muito complexa, e não é utilizada na prática do atendimento de pacientes. Em pesquisas científicas, lideradas por médicos da Clínica Naturale, foi desenvolvida uma nova Classificação Clínica, conhecida como Classificação Estético Funcional, ou ”Classificação de Francischelli”, que divide os pacientes portadores de varizes em 4 Tipos ou Grupos. Cada um dos grupos tem características comuns que permitem escolher os melhores tratamentos.



TIPO 1 – IVIPE: As varizes que são mais um problema estético. 
Chamamos de Tipo 1 ou IVIPE-Insuficiência Venosa de Importância Predominantemente Estética a presença de varizes pequenas que são as telangiectasias (vasinhos) e veias reticulares ( microvarizes). As telangiectasias (vasinhos) são as pequenas veias da pele, da espessura de um fio de cabelo, avermelhadas ou um pouco maiores, azuladas, mas que estão na intimidade da pele. Apresentam vários formatos, desde pequenos riscos, até grandes arborizações. Podem estar presentes em todos os locais dos membros, atingindo, a coxa, a perna, o glúteo e em alguns casos até a região das costas. As veias reticulares ( microvarizes), são maiores, e se apresentam como trajetos longos, azulados, e estão sob a pele, mas a ela intimamente relacionadas. Estas veias estão freqüentemente ligadas as telangiectasias, É muito freqüente a associação de telangiectasias da face lateral da coxa, com estas veias reticulares que se estendem para a região lateral do joelho e atinge até a perna. Apesar de ser um problema de saúde, uma doença, estas pequenas veias não causam riscos imediatos, sendo um problema que atinge mais a auto-estima do paciente. Portanto, geralmente o paciente procura o médico pela questão estética, por isso chamamos este tipo de IVIPE: "varizes de importância predominantemente estética". A IVIPE - são então as varizes pequenas, da pele como as telangiectasias (vasinhos) e sob a pele como as veias reticulares (microvarizes). Embora não seja um problema de saúde no curto prazo, ainda é uma doença a longo prazo, porque alguns raros problemas podem acontecer, como sangramentos.




Tipo 2-IVIFE: As varizes que são tanto um problema de saúde (funcional) como um problema de aparência  (estética )

Chamamos de Tipo 2 ou IVIFE - Insuficiência Venosa Funcional e Estética a presença de veias de médio e grande calibre. Já é uma doença que envolve alguns riscos e problemas para o paciente, e por isso deve ser tratada, entretanto, pode estar presente também a preocupação estética. Neste caso os dois problemas devem ser considerados, a doença (funcional) e a estética. A IVIFE - Insuficiência Venosa Funcional e Estética, acontece quando o paciente que apresenta a doença varizes, que necessita tratamento para evitar complicações, também está preocupado com a aparência. 

É importante reconhecer estas duas condições: a doença (funcional) e a aparência ( a estética), porque durante o tratamento o médico deve corrigir a doença, mas também utilizar técnicas estéticas para que atenda o desejo de melhor aparência das pernas do paciente. De nada adiantaria um espetacular tratamento médico, mas que deixa as marcas de cicatrizes enormes, e também não é interessante, cuidar da estética e deixar de resolver a doença. Um perfeito equilíbrio entre os dois fatores é desejável no tratamento. Este tipo de varizes é muito freqüente, e são utilizadas em seu tratamento as técnicas estéticas e funcionais, para que a doença seja corrigida e ao mesmo tempo um resultado estético seja também obtido. Por esta característica dupla, este tipo de condição necessita uma atenção própria por parte do médico, e assim é classificada em um grupo a parte.
                                                                                   


Tipo- 3 IVFA : As Varizes que são um problema de saúde (funcional) sem que o paciente tenha preocupações estéticas e que ainda não apresentaram complicações
Chamamos de Tipo 3 ou IVFA - Insuficiência Venosa Funcional Assintomática, todas as situações onde se apresentem varizes, sem que a questão estética esteja envolvida. Neste caso a doença (funcional) está presente, sem que o paciente esteja preocupado com a aparência (estética). Em alguns casos as varizes podem atingir grandes dimensões antes de apresentar complicações. O tratamento, neste caso é voltado mais para as questões funcionais da doença venosa, embora os cuidados com manchas e cicatrizes sempre sejam tomados pelos médicos mais cuidadosos.





Tipo – 4 IVFS: As varizes que são um problema de saúde (funcional) e que já apresentam complicações.
Chamamos de Tipo 4 ou IVFS - Insuficiência Venosa Funcional Sintomática, todas as situações onde se apresentem varizes, sem que a questão estética esteja envolvida, e já aconteceram complicações. As complicações mais freqüentes são as Tromboflebites, as Úlceras de perna, as Hiperpigmentações, o Eczema Venoso, as Hemorragias, a Fibrose, a Dermatite Ocre, as Infecções e o quadro de Dor, e a temível, Embolia de Pulmão. Neste caso a doença (funcional) está presente, sem que o paciente esteja preocupado com a aparência (estética) . Geralmente são pacientes onde o problema está presente há longo tempo, sem tratamento, e que já apresentam complicações. Neste caso, o médico deve se concentrar mais na questão da doença, que é muito grave podendo causar sérias restrições para o paciente.
Os diversos tipos seguem um grau de evolução, não significando que um grau necessariamente passará ao outro. As varizes sempre pioram, mas cada paciente terá sua história, e não significa, embora seja possível, que o tipo 1 vá virar tipo 4. A doença é crônica e sempre deve ser acompanhada por seu cirurgião vascular de confiança que saberá escolher as melhores alternativas de tratamento, 


                                                                                                                                                            























VARIZES PODEM PROVOCAR TROMBOSE VENOSA?


 Sim, é uma complicação indesejável, mas possível de instalar-se. Igualmente, a Trombose Venosa Profunda poderá evoluir, desenvolvendo varizes, são as denominadas Varizes Secundárias, que exigem um tratamento todo especial e específico.

 VARIZES É UM PROBLEMA PROGRESSIVO?
Geralmente sim. As veias varicosas, progressivamente desenvolvem-se, tornando-se mais calibrosas. Aumenta a pressão venosa na extremidade decorrendo inúmeras conseqüências: a pele pigmenta-se (Dermite Ocre Purpúrea), torna-se menos resistente com quedas dos pelos, assume aspecto eczematoso, ressecado e até descamativo (Eczema Varicoso). Se o processo continua evoluindo, instala-se o mais temido no Complexo Varicoso, as Úlceras Varicosas.


 ÚLCERAS VARICOSAS PODEM DETERMINAR AMPUTAÇÕES DE MEMBROS?
Raramente, a não ser em casos extremos: nas úlceras extensas, crônicas, refratárias aos tratamentos, dolorosas, muito exsudativas e vitimadas de infecções habituais resistentes aos tratamentos, ou em pacientes muito idosos.
                                                                                                         




      COMO PREVENIR AS VARIZES ?



Fazer exercícios: Os exercícios melhoram a força muscular da perna e, portanto melhoram a circulação de retorno. Os melhores são andar, correr e nadar.
Evitar o uso de anticoncepcionais hormonais: Os hormônios femininos (pílulas, tratamento de menopausa, reposição hormonal) retêm líquidos e aumentam a pressão dentro das veias, também amolecem as paredes dos vasos e são uns dos principais fatores desencadeantes de varizes.
Evitar ficar sentado ou em pé por muito tempo: Como já visto, As varizes surgem quando se está em pé ou sentado e não aparecem quando se está deitado ou em movimento. Quando por motivos profissionais ou sociais for necessário ficar muito tempo parado, sentado ou em pé (no trabalho, em festas, em viagens longas), devemos movimentar os pés, como se estivéssemos acelerando um carro. Este movimento do tornozelo, chamado de dorso-flexão, faz a musculatura da panturrilha se contrair ritmicamente, colocando em ação o "coração periférico", o que faz a circulação funcionar e evita varizes.

Salto alto: havia um mito de que o salto alto fosse prejudicial, mas recentes pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Campinas mostraram que o salto alto não só não é prejudicial, como pode ser benéfico.

* Evite ficar de pé, parado na mesma posição, por muito tempo. Se for obrigado a fazê-lo, procure movimentar-se. Isso faz com que os músculos das pernas ajudem o sangue a circular;
* Diversas vezes por dia, procure elevar as pernas acima do nível do coração por alguns minutos para facilitar o retorno do sangue para o centro do corpo;
* Lembre-se de que é muito importante usar meias elásticas. Os resultados serão melhores ainda se você as calçar logo cedo, antes de levantar da cama;
* Ande a pé. Caminhar é fundamental para prevenir varizes.


OBS; LEMBRE-SE SEMPRE DE PROCURAR UM BOM ESPECIALISTA PARA SEU TRATAMENTO .

quarta-feira, 25 de abril de 2012

FUNGOS NAS UNHAS


               ONICOMICOSE    (FUNGOS NAS UNHAS)


                                   
-As onicomicoses (micoses das unhas) têm vindo a aumentar a sua incidência em todo o mundo. Porém, com o aparecimento dos novos fármacos antifúngicos surgiu a possibilidade de se obterem curas para esta situação que, anteriormente, era bastante difícil de abordar com sucesso.

O que é

A onicomicose consiste na invasão do aparelho ungueal ("unhas") por fungos.
A incidência real é desconhecida mas trata-se, sem dúvida, de uma afecção bastante comum. A prevalência de onicomicose na população mundial estima-se entre os 2 e os 20 % e, para alguns autores, representam cerca de 50 % de todas as doenças das unhas.
As onicomicoses estão frequentemente associadas a dermatomicose. As unhas dos pés são mais frequentemente afetadas que as unhas das mãos, são muito raras em crianças, nas mulheres aumentam com o avanço da idade, enquanto que nos homens são mais frequentes nos adultos jovens ou de meia idade.
Quais as causas

As onicomicoses dos dedos das mãos são quase sempre provocadas por dermatófitos - fungos da pele e faneras (pêlos e unhas) . Nos pés a situação ecológica particular determinada pelas meias e calçado e contacto com solos e soalhos diversos, levam a que sejam mais variadas as fontes de infecção podendo surgir outros fungos e bactérias.
Há indivíduos com resistência acrescida à infecção fúngica e que, por motivos desconhecidos, não se contagiam com cônjuges afetados e outras pessoas mais predispostas.
Por outro lado, existem condições sistémicas que predispõem à ocorrência de onicomicoses: imunodeficiências, diabetes, psoríase, etc.

Quais os sintomas

Quando uma micose se instala nas unhas, estas podem sofrer um espessamento, alterar a sua forma e aparência, mudar a sua coloração e, algumas vezes tornarem-se mais frágeis e quebradiças e, em outros casos, ficar endurecidas. Em alguns casos, a unha pode descolar-se da pele do dedo.
Noutros casos, as onicomicoses não apresentam sintomas, mas podem ser a porta de entrada para outras infecções, como a erisipela (que é uma infecção bacteriana da pele).

                                                 


Como se diagnostica
O diagnóstico assenta na observação clínica das lesões ungueais que são características.
O diagnóstico é, depois, confirmado por exame micológico (do fungo) direto e cultural.
No exame direto, utilizam-se substâncias que permitem identificar a presença do agente causador da infecção.
O exame cultural faz-se em meios de cultura especiais que visam igualmente demonstrar a presença do fungo nas lesões.
É fundamental para o sucesso destes exames que a colheita seja feita em áreas do aparelho ungueal com atividade fúngica, no bordo invasivo da lesão.
O exame histopatológico da biópsia demonstra se o fungo é realmente invasivo ou apenas comensal. É útil no diagnóstico diferencial com outras dermatopatias (doenças da pele).

Como se desenvolve

Uma onicomicose não diagnosticada e não tratada constitui uma porta de entrada para múltiplos microorganismos que, uma vez em circulação, podem determinar infecções graves. É por isso imprescindível que a onicomicose seja detectada precocemente e tratada prontamente.

Formas de tratamento

A onicomicose pode ser curada desde que sejam utilizados os medicamentos e recursos adequados ao seu tratamento.
Deve-se recorrer a um dermatologista, pois este é o médico especializado neste tipo de infecção.
Em geral, o tratamento da onicomicose tem duração relativamente longa, ou seja, dura várias semanas ou meses. Atualmente, os medicamentos e recursos modernos encurtaram o período de tratamento, que antigamente era muito mais longo.
Além disso, é necessário manter boas condições de limpeza das unhas, evitar o uso de meias que criem ou mantenham o "ambiente" húmido (meias de fio sintético), evitar calçado ou outros fatores que causem ferimentos nos pés, manter ambientes como lavatórios, banheiras, piscinas, vestiários, etc. limpos e, na medida do possível, secos; usar somente instrumentos limpos e esterilizados na manicure.
Um ponto importante no tratamento é seguir correta e rigorosamente a prescrição médica, pois se todos os fungos não forem eliminados a micose pode recidivar.
Após o tratamento, com eliminação do fungo, a unha continua o seu processo natural de crescimento, dando lugar a uma unha saudável e de boa aparência.

                                                                                                                           



Formas de prevenção

A transmissão direta entre os portadores de onicomicose não é comum. Entretanto, um indivíduo com a doença constitui uma fonte de infecção, pois os fungos que estão nas suas unhas, em grande quantidade, podem passar para o ambiente, como por exemplo numa casa de banho, numa manicure ou em vestiários, e facilitar a infecção de outras pessoas.

Os fungos presentes nas unhas podem também infectar outras partes do corpo, como os pés e a região entre os dedos dos pés, causando micoses como "frieiras" ou "pé de atleta". Outras regiões do corpo podem também ser infectadas dando origem a outras micoses.
Os hábitos de higiene rigorosos são a melhor forma de prevenir a onicomicose.
Outras designações





                                      image                                     



"Micose das unhas"

Quando consultar o médico especialista
Deve consultar o seu médico assistente se desenvolver os sintomas da doença.
Pessoas mais predispostas
Existem grupos populacionais predispostos para as onicomicoses e fatores associados a uma resposta fraca à terapêutica antifúngica que, compreendem: fatores genéticos; ambientais (as infecções fúngicas são raras nas pessoas que andam habitualmente com os pés descalços); condições sistémicas sobretudo ligadas à imunodeficiência, diabetes, psoríase; características locais das unhas (por exemplo, trauma) e, fatores mistos que vão desde o diagnóstico incorreto ao não cumprimento pelos doentes do tratamento prescrito.

Onicomicoses

As onicomicoses são infecções das unhas causadas por microorganismos vulgarmente denominados por fungos.

Os fungos desenvolvem-se facilmente neste habitat, alimentando-se de queratina (substância responsável pela rigidez das unhas).
As onicomicoses, além de incómodas e de aspecto desagradável, podem tornar-se muito dolorosas.
Estima-se que esta doença atinja mais de 20 por cento da população europeia e mais de um milhão e meio de portugueses.

A unha do dedo grande do pé é, habitualmente, a primeira a ser afetada. No entanto, todas as unhas dos pés e das mãos podem ser afetadas.
A unha afetada normalmente fica com uma cor amarela escura/acastanhada ou tem manchas brancas, torna-se fraca, quebradiça e tende a separar-se da base. A unha afetada pode também ter um odor estranho. A onicomicose limita as normais atividades das pessoas pois torna doloroso o uso de sapatos, condiciona o andar, para além de ser extremamente desconfortável, inconveniente e embaraçosa.

Como surge?

As infecções das unhas causadas por fungos, ou seja, as onicomicoses resultam do crescimento desses microrganismos na pele debaixo da unha.
Todas as pessoas podem contrair onicomicoses, contudo há pessoas com maior tendência para sofrer da infecção:
Quem usa piscinas e/ou balneários públicos
Os praticantes de desporto e as pessoas mais idosas
Os que têm pé-de-atleta
Profissionais de limpeza e jardinagem
Quem tem problemas como a diabetes, obesidade, podológicos, doenças cardiovasculares e imunodeficiências, etc

                                                       


As onicomicoses normalmente surgem por exposição direta aos microorganismos. Usualmente as unhas entram em contato direto com o fungo ou são invadidas por contágio pela infecção (pé-de-atleta).
Primeiros sinais de onicomicose
Todas as alterações das unhas devem ser vistas pelo médico.
Os primeiros sinais da doença correspondem à modificação da cor da unha (amarelada ou esbranquiçada), ao seu espessamento, com aparecimento de depósito (tipo farinha) por baixo da unha, com engrossamento progressivo e alteração da forma.

Que consequências?

As onicomicoses não são apenas uma questão estética, mas um problema de saúde pública podendo afetar seriamente a qualidade de vida dos doentes.
Aliás, podem causar graves complicações se não tratadas a tempo, nomeadamente:
Dor e desconforto ao andar e calçar os sapatos
Reaparecimento de micoses na pele do pé (como o pé-de-atleta), após já terem sido tratadas
Aparecimento de infecções bacterianas
Agravamento do pé diabético
Redução das defesas do individuo para infecções por fungos
Contágio de outras pessoas
Existem ainda os efeitos psicológicos da doença
Causa embaraço e vergonha
Provoca medo de contágio a outras pessoas;
Pode ser responsável por vários problemas profissionais.

Como tratar?


                                                                                                              

De acordo com a gravidade de cada situação, o médico poderá recomendar diferentes tipos de tratamento, nomeadamente:
Tratamento tópico: antifúngicos em verniz. Após a aplicação na superfície da unha, penetram, destruindo diretamente o fungo;
Tratamento oral: antifúngicos em comprimidos ou cápsulas;
Tratamento com associação de antifúngicos orais e tópicos.
Numa fase inicial a utilização adequada de alguns vernizes antifúngicos poderá ser eficaz em cerca de 75% das onicomicoses.
Numa fase mais avançada, em que há envolvimento da raiz ou de mais de 50% da unha, para além da utilização destes vernizes, há necessidade de tratamento combinado com comprimidos ou cápsulas antifúngicas.
O tempo de medicação oral, na maioria dos casos, varia entre 2 a 3 meses para as mãos e 3 a 4 meses para os pés, mas a medicação local é necessária até a unha ficar completamente bem, o que poderá durar, em média, 6 meses nas mãos e 12 meses nos pés.
A interrupção do tratamento favorece a persistência do fungo, ou a sua recaída, por vezes, com desenvolvimento de resistências.

O papel do médico

Em Portugal, os dermatologistas e os clínicos gerais estão atentos às evoluções nesta área. O acompanhamento de pessoas com onicomicose garante a utilização dos tratamentos mais eficazes, contribuindo desta forma para a melhoria substancial da qualidade de vida destes doentes.
Em particular, o papel do dermatologista é crucial neste domínio, já que ele tem conhecimentos e treino adequados que lhe permitem diagnosticar outras doenças das unhas que de outra forma seriam diagnosticadas erradamente como onicomicoses e formação para empreender uma estratégia terapêutica de nível individual e coletivo, essencial para dominar um problema crescente de saúde pública.
Por esse motivo, o aconselhamento médico é sempre a melhor opção para todos.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

LIPOASPIRAÇÃO, DICAS PARA FAZER COM SEGURANÇA .



                                                             Lipoaspiração                                                                                                                                 

                                                                                                                      


Campeã das cirurgias plásticas - é o procedimento mais feito pelas brasileiras -, a lipoaspiração conquista cada vez mais adeptas, tornando-se acessível também para mulheres com pouco dinheiro, mas que buscam uma forma física perfeita. A popularização dessa cirurgia, contudo, motivou o surgimento de clínicas com infraestrutura precária, onde as pacientes enfrentam muitos riscos.. Conforme levantamento realizado entre 2001 e 2008 pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp), a lipo ocupa o topo do ranking de processos que investigam problemas decorrentes de cirurgias e até a morte de pacientes na mesa de cirurgia. Entenda em que casos a lipo é indicada e saiba como escolher um local que não oferece risco à sua saúde:

1. Quando é indicado fazer uma lipoaspiração?

2. Ela é a única forma de eliminar a gordura localizada?

3. Em que casos a cirurgia não deve ser feita?

4. É necessária a realização de exames prévios?

5. O médico precisa ter especialização em cirurgia plástica para fazer uma lipo?

6. Como é possível saber se o local escolhido e o médico são confiáveis?

7. O baixo preço pode ser considerado um indicador de perigo? 

8. Quais complicações são mais comuns durante o procedimento?

9. Como funciona o processo de recuperação do paciente?

10. É possível fazer lipoaspiração em qualquer parte do corpo? Até quantos quilos dá para eliminar com a operação?

11. Quais são as técnicas existentes para a realização da cirurgia? 

12. Qual a diferença entre lipoaspiração e lipoescultura?


1. Quando é indicado fazer uma lipoaspiração?

A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico indicado para pessoas que têm um acúmulo de gordura localizada que a paciente não consegue eliminar através da combinaçâo de dieta e exercícios físicos. “A lipo não é um método de emagrecimento”, lembra o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), José Tariki.





2. Ela é a única forma de eliminar a gordura localizada?

Na maioria dos casos, sim. O cirurgião plástico Adriano Romiti, do Hospital São Camilo, explica que isso acontece quando uma pessoa perdeu todo o excesso de peso, mas o volume de gordura concentrado em algum lugar continua. "Nas mulheres, por exemplo, isso acontece principalmente no culote, onde costuma restar uma gordura que é difícil de perder da forma convencional".


3. Em que casos a cirurgia não deve ser feita?

As principais contraindicações referem-se a casos de pacientes que tenham excesso exagerado de peso ou muita flacidez de pele. Se a pessoa não apresenta condições clínicas adequadas - quando tem hipertensão, alergia severa ou arritmia, por exemplo - o procedimento também é desaconselhado. O presidente da SBCP informa que é preciso ter cautela antes de operar pacientes muito jovens. Ele afirma que é importante se certificar de que a pessoa tenha tentado outros métodos antes. Caso confirmada a necessidade, o procedimento pode ser feito a partir dos 17 ou 18 anos.


4. É necessária a realização de exames prévios?

Os médicos consultados por VEJA.com são categóricos ao afirmar que o paciente deve ser submetido a todos os exames que são obrigatórios antes de qualquer outro tipo de cirurgia. Eles concordam também ao dizer que é imprescindível a realização de uma boa avaliação clínica. É com ela que o médico diagnosticará quais são as necessidades específicas de cada pessoa. Numa pessoa idosa, por exemplo, a atenção pode ser voltada para problemas relacionados ao coração.


5. O médico precisa ter especialização em cirurgia plástica para fazer uma lipo?

Não. Segundo estabelece a resolução do CRM, "há necessidade de treinamento específico para sua execução, sendo indispensável a habilitação prévia em área cirúrgica geral". Ou seja, médicos como dermatologistas ou cirurgiões sem formação em nenhuma especialização são autorizados a fazê-la. De acordo com Tariki, já houve uma mobilização para tentar alterar essa resolução - o objetivo era passar a exigir a especialização em cirurgia plástica. "Quem faz qualquer curso de fim de semana não pode fazer uma lipoaspiração. Aparentemente é só fazer um cortinho. Não parece que é cirurgia, mas é." Para ele, a experiência na área somada aos três anos de especialização em cirurgia plástica garantem o grau de preparaçâo necessário.


                                                                                                                      



6. Como é possível saber se o local escolhido e o médico são confiáveis?

Segundo o presidente da SBCP, o mais importante é consultar o CRM de sua regiâo para saber em qual especialidade o médico escolhido está registrado. De acordo com levantamento do Cremesp, apenas seis dos 289 médicos processados em casos de lipo eram especializados em cirurgia plástica. Uma outra forma de checar se o médico é cirurgião plástico é pelo site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br). Romiti reitera, porém, que se informar é apenas uma parte do processo. "É importante ainda ter a indicação de um outro profissional. O paciente deve também pedir uma segunda ou terceira opinião de outros especialistas para tirar todas as dúvidas possíveis", aconselhou o cirurgião. Além disso, Tariki afirma que pedir recomendação de pacientes que já foram operadas pelo médico ajuda no critério de seleção.

No caso da escolha do local, é importante que a pessoa que fará uma lipoaspiração visite o estabelecimento e confirme se ele está autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo Takiri, a Anvisa possui seus critérios de condições mínimas necessárias e não obriga que o estabelecimento que faz lipo tenha uma UTI. Romiti disse que, mesmo sem UTI, alguns locais possuem todo o suporte para lidar com uma eventual complicação - conseguem estabilizar o paciente e transferi-lo para um hospital. "Mas se uma pessoa de mais idade for fazer lipo junto com outros procedimentos, vale a pena fazer a cirurgia em um hospital." Takiri ainda acrescenta que "sempre que houver qualquer tipo de sedação endovenosa é necessária a presença de um anestesista".

 7. O baixo preço pode ser considerado um indicador de perigo?

"O preço não deve ser o principal atrativo. É possível encontrar um profissional capacitado que ofereça um valor abaixo do mercado. Mas a pessoa não deve ser atraída pela facilidade de pagamento e parcelar em 20 vezes sem conhecer o médico antes. Então, se não há nenhuma referência do médico, é mesmo um perigo", explicou o presidente da SBCP. Romiti acrescenta ainda que o paciente precisa ficar alerta para não cair em possíveis armadilhas. "Às vezes a pessoa vai para um lugar sem estrutura, que não é profissional. É bom duvidar de preços muito bons e que prometem coisas utópicas", aconselha ele.

 8. Quais complicações são mais comuns durante o procedimento?

A lipoaspiração é uma cirurgia como outra qualquer e, por isso, apresenta sérios riscos. Entre as complicações estão a embolia (quando uma placa de gordura ou de sangue se desloca e obstrui outro local) e as reações alérgicas anafiláticas. Segundo Romiti, além dos exames pré-operatórios e de avaliação clínica, é importante que a paciente tenha uma conversa sincera com o médico antes da operação. "Muitas vezes a pessoa está tomando ou tomou um remédio que não quer contar para o médico por medo que ele proíba o procedimento", explicou. Se isso acontece, o risco de apresentar alguma reação inesperada é maior.


9. Como funciona o processo de recuperação do paciente?

Se a pessoa realizou um procedimento leve, em poucos locais, o processo de recuperação costuma ser bastante tranquilo. Nos dez primeiros dias, o paciente deve evitar praticar exercícios físicos pesados, como levantar peso ou fazer longas caminhadas. É importante ainda observar o aparecimento de manchas roxas. Caso diagnosticadas, o paciente deve evitar tomar sol até que elas desapareçam. Além disso, os médicos também indicam o uso de malhas de compressâo, para evitar um edema, além de sessões de drenagem linfática, para amenizar o inchaço.

10. É possível fazer lipoaspiração em qualquer parte do corpo? Até quantos quilos dá para eliminar com a operação?

"Teoricamente você pode fazer o procedimento em todas as partes, menos em localidades onde pode haver lesão de órgâos ou vasos sanguíneos", resume Tariki. Segundo o cirurgião plástico Adriano Romiti, locais como a área abaixo do joelho ou a face são proibidos. Quanto aos quilos a serem eliminados, o CRM estabelece que até 7% do peso corpóreo do paciente pode ser retirado numa lipoaspiração úmida, quando se injeta soro fisiológico para ajudar no procedimento, e no máximo 5% numa cirurgia seca. Por exemplo: uma pessoa que pesa 70 quilos, pode aspirar, no máximo, 4,5 quilos. "Normalmente os médicos mais cuidadosos não chegam nem a esse limite. A gente observou que o risco de morte diminuiu por conta dessa limitação. Assim, ninguém comete uma imprudência", diz o presidente da SBCP. Se a quantidade estabelecida for excedida, o paciente pode apresentar desidratação e anemia, provocados pela perda de grandes quantidades de sangue, eletrólitos, potássio e sódio.


11. Quais são as técnicas existentes para a realização da cirurgia?

Existem vários diâmetros diferentes de cânula, o instrumento usado para retirar a gordura. Algumas são mais grossas; outras, mais finas. Além disso, foram criados novos aparelhos de ultrassom, vibratórios e com laser. José Tariki explica que esses novos métodos facilitaram apenas a vida do médico, já que destroem a gordura de forma mais rápida. "Nomes como ‘lipo light' são pura fantasia. O resultado final é sempre o mesmo".


12. Qual a diferença entre lipoaspiração e lipoescultura?

"Os dois termos são praticamente sinônimos", . O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica disse que o princípio é o mesmo. Na lipoaspiração, apenas retira-se a gordura de um determinado local do corpo. Na lipoescultura, o médico usa a mesma gordura retirada na lipoaspiração e a enxerta em outro lugar que o paciente desejar remodelar ou preencher.


A lipoaspiração sendo bem programada e acompanhada por um corpo clínico especializado tem praticamente 100% de chance de êxito. Assim, se você quer fazer parte do grupo do “quase todo o mundo que sonha em fazer uma lipoaspiração” procure um bom profissional, tenha disciplina e, é claro, muita coragem…


LEMBE-SE,  SEMPRE ESCOLHENDO BONS PROFISSIONAIS, POIS A BELEZA MERECE BONS TRATOS